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De olho na Libertadores, torcedores de Vasco e Atlético-MG confessam torcida por Fla

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Qual seria a chance de torcedores de Vasco e Atlético-MG torcerem pelo Flamengo num campeonato? Alguns devem “virar a casaca” temporariamente na decisão da Copa Sul-Americana, que começa hoje. Isso porque, se o rubro-negro conquistar o título, em duelos contra o Independiente-ARG, se classificará automaticamente para a Libertadores-2018. Caso isso aconteça, a vaga direta que o clube carioca conseguiu para a competição continental, na última rodada do Campeonato Brasileiro, ficará então para o cruz-maltino, enquanto o Galo, nono colocado no Nacional, assumirá um lugar na Pré-Libertadores.
Os amigos Pedro Fonseca, 21 anos, e Victor Jardim, 23, confessaram que vão torcer pelo Flamengo justamente para que seus respectivos times, Vasco e Atlético-MG, sejam beneficiados. “Vou torcer sim, mas daquele jeito... Se ganhar, muito bom para o Brasil e para o Vasco, mas, se perder, não vou achar tão ruim”, comenta Pedro. Ele jura que apoiar clube nacional em decisão de competições internacionais é um costume.
O atleticano Victor, por sua vez, admite que terá de deixar de lado a rivalidade surgida na Libertadores de 1981. “Não sou muito fã do Flamengo, mas, hoje, sou flamenguista desde criancinha”, avisa. Vale até assistir ao jogo na casa de um colega rubro-negro para unir as forças. “Os amigos ainda não brincaram, mas, com certeza, vou escutar.”
Pedro está acostumado a ter torcedores rivais por perto. Ele é vascaíno por conta do pai, mas a família materna é praticamente toda rubro-negra. “Se ganhar de 1 x 0, para mim, já está bom. Acho que apenas um gol em casa ficará de bom tamanho”, analisa.

Sport

Quem vive situação similar à de vascaínos e atleticanos são os torcedores do Sport. Apesar de o time pernambucano poder herdar uma vaga na Sul-Americana caso o Flamengo vença a competição deste ano, é difícil encontrar entusiastas de triunfos cariocas. “Eu não conheço um torcedor do Sport que vá torcer pelo Flamengo. O impasse do Campeonato Brasileiro de 1987 nos coloca em campos opostos sempre”, crava Ailton Valença, presidente da organizada Leões do Cerrado, que conta com 200 integrantes.
Ironicamente, ontem, um dia antes de o Flamengo ir a campo pela Sul-Americana, o Sport venceu o rival novamente no tapetão. Foi negado outro recurso do clube carioca, que tentava alterar as decisões judiciais anteriores para ser declarado campeão de 1987. De maneira unânime, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram o recurso e confirmaram o time pernambucano como único detentor do título. Além disso, o Flamengo terá de pagar aos adversários uma multa de 2% do valor da causa. A diretoria carioca ainda analisa os próximos passos que dará no imbróglio.

Briga nos tribunais

Em 1987, a CBF dividiu o Brasileirão em quatro módulos: verde, amarelo, azul e branco. No decorrer da competição, a entidade determinou que haveria um cruzamento entre os finalistas dos grupos verde e amarelo para apontar o campeão nacional. Sport e Guarani dividiram o título do amarelo após uma decisão por pênaltis encerrada quando estava 11 x 11. O Flamengo ganhou por 2 x 1 no placar agregado em cima do Inter. No entanto, ambos recusaram-se a enfrentar Sport e Guarani, que fizeram a final, com vitória do Leão da Ilha. Desde então, o Flamengo briga com o Sport nos tribunais para ser reconhecido campeão daquela edição.

Rivalidade acirrada

A animosidade entre Flamengo e Atlético-MG foi deflagrada na Libertadores de 1981. Os dois times se enfrentaram pela primeira fase da competição e, após dois placares por 2 x 2, tiveram de decidir a vaga numa partida de desempate. O duelo, confuso, só durou 37 minutos. O árbitro José Roberto Wright expulsou cinco jogadores do Galo e, com número insuficiente de atletas no alvinegro, deu por encerrado o jogo com 0 x 0 no placar. Depois, o Flamengo foi considerado o vencedor da partida.

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