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Beijo gay, homofobia e violência no novo clipe de Johnny Hooker, com Liniker e Jesuíta

Produção foi dirigida por Renato Spencer e tem roteiro de Daniel Ribeiro e Hooker. Fotos: YouTube/Reprodução
Produção foi dirigida por Renato Spencer e tem roteiro de Daniel Ribeiro e Hooker. Fotos: YouTube/Reprodução


Grito contra a homofobia, a música Flutua, faixa do segundo disco solo do pernambucano Johnny Hooker, Coração, ganhou um clipe protagonizado por Jesuíta Barbosa e Maurício Destri e com participação da cantora paulista Liniker. O vídeo de mais de sete minutos foi lançado na véspera de Natal e conta com mais de 200 mil visualizações.

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Os atores interpretam um casal vítima do preconceito: inicialmente, por não terem coragem de assumir o relacionamento e, depois, pela agressão física sofrida por Maurício diante de um tímido e constrangido beijo dos dois em público. "Baby, eu já cansei de me esconder/ Entre olhares, sussurros com você/ Somos dois homens e nada mais", reclama o pernambucano, na primeira estrofe da letra assinada por ele.

O próprio Hooker desenvolveu o roteiro, em parceria com Daniel Ribeiro, diretor do filme Hoje eu quero voltar sozinho, também estrelado por um personagem gay com deficiência física. O clipe foi dirigido por Renato Spencer. Em Flutua, o casal conversa entre si e com outros amigos na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

"Tem uma questão muito importante dentro da história, que é a coisa inclusiva. Fala desses namoros quase impossíveis e essa violência com que a gente tem que lidar o tempo todo. da sociedade em cima do homossexual, todo tipo de preconceito que a gente tem que enfrentar. Quando a gente alia isso também a uma questão física, acho que a gente ganha ainda mais força, por representar um lugar do social que, na maioria das vezes, a gente não trabalha. A gente não sabe lidar muito bem com a coisa", defende Jesuíta.

As cenas de violência são apresentadas sem música. O silêncio intensifica a mensagem e a agressividade da homofobia, materializada nos alarmantes índices de homicídios, no país onde mais pessoas travestis e transexuais são mortos no mundo, de acordo com a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais - em 2016, foram 347 mortes.

"Ninguém vai poder querer nos dizer como amar", provoca a música, um manifesto ainda importante neste 2017 de tanta intolerância. Flutua é uma das 11 faixas inéditas do álbum Coração, lançado em julho. A produção sucessora de Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito! (com o qual conquistou a categoria Melhor Cantor Popular no Prêmio da Música Brasileira, em 2015) conta ainda com participação de Gaby Amarantos, em Corpo fechado.

Liniker está também na gravação do disco. Parceria do cantor e compositor recifense, ela cantou com ele durante o festival Rock in Rio, no palco Sunset. Durante a apresentação, com forte carga política e referências contrárias ao governo de Michel Temer, os dois se beijaram, assim como fazem no vídeo de Flutua.

Assista ao clipe:



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