Segundo o Blog apurou, uma das principais linhas de atuação do governo será incentivar a CPI mista da JBS a convocar o procurador Angelo Villela, que foi preso em maio após a delação da JBS.

Villela, que foi solto em agosto, foi detido por suspeita de vender informações sigilosas sobre investigações relacionadas à JBS.

Ao Blog, auxiliares de Temer afirmam que Villela tem dado "sinais" de que pode falar, inclusive, em uma delação premiada. E que ele estaria apenas esperando a troca de guarda na PGR, já que foi Janot quem solicitou sua prisão  autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). 

No domingo (17), encerra-se o mandato de Janot no comando da PGR. Ele será substituído por Raquel Dodge.

O Planalto avalia que o depoimento de Villela pode dar munição a Temer para pedir votos na Câmara contra a segunda denúncia preparada por Janot, além de ser usado contra o ex-procurador Marcello Miller, acusado de ter auxiliado a delação da JBS enquanto ainda integrava o Ministério Público Federal. 

A propósito, Temer tem um texto pronto com a reação à denúncia de Janot. Só não bateu o martelo da forma: se será pronunciamento ou nota. 

Geddel
Em outra frente, Temer admite a aliados a preocupação com Geddel Vieira Lima, amigo de longa data do presidente.

Auxiliares de Temer relatam que o Planalto espera a delação do ex-ministro, mas ensaiam o discurso de que não temem revelações que comprometam o presidente. 

A situação seria diferente, argumenta um interlocutor do presidente, se estivesse sendo negociada uma delação premiada do ex-coronel João Baptista Lima ou do advogado José Yunes. 

Lima é o ex-coronel da PM amigo de Temer e um dos principais auxiliares informais do presidente.

Já Yunes é o advogado que foi assessor do Planalto, mas deixou o cargo em dezembro após ser envolvido na delação da Odebrecht.

Para estes auxiliares de Temer, Yunes e Lima, por não serem do núcleo político do PMDB, poderiam ter detalhes mais técnicos sobre histórias envolvendo o presidente.