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Para relator da CPI da JBS, 'Janot é hoje a pessoa que mais atrapalha o Brasil'

Domingo, 17 de Setembro de 2017 - 15:40


Para relator da CPI da JBS, 'Janot é hoje a pessoa que mais atrapalha o Brasil'
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
Escolhido relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JBS, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) negou que a CPI tenha como alvo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os focos do processo, segundo ele, são os contratos da empresa com o BNDES, a questão do monopólio dos frigoríficos e as dívidas previdenciárias e tributárias e ainda as circunstância da delação premiada fechada entre os executivos do grupo e o Ministério Público Federal (MPF). No entanto, o titular da PGR foi colocado num posto de oponente do governo. "Não é que ele seja um bandido, mas um vilão do crescimento do Brasil, acho que ele é. O doutor Janot é hoje a pessoa que mais atrapalha o Brasil. Vilão do PMDB, não. O PMDB tem gente que tem contas a acertar. Que acertem", afirmou o parlamentar em entrevista a O Globo. Chamado até de chefe das tropas de choque do deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e agora do presidente Michel Temer (PMDB), Marun acredita que a oposição não vai conseguir atingi-lo com as críticas e represálias. "Medo de apanhar, eu tenho. Não gostaria de apanhar, mas apanho de algumas pessoas que têm uma posição contrária e, às vezes, extrapolam. Mas eu também bato, né? Levo, mas também, quando passam de um certo limite, eu bato. Comigo é: bateu, levou", declarou. Quanto aos parlamentares que se indignaram com sua indicação para a relatoria, como foi o caso do senador baiano Otto Alencar (PSD), Marum aponta que eles temem os rumos da investigação. Otto chegou a sair do plenário batendo a porta diante do fato. "Nós vamos investigar quem sempre nos investigou. Vamos interrogar quem sempre nos interrogou. Esse é um paradigma que será quebrado. Medo desse embate que nós vamos ter. De dali a pouco ter que se posicionar em relação a um procurador. E também, em alguns, pode acontecer a vontade de que a JBS não seja investigada. São duas questões. E não há motivo para isso, porque quem vai prevalecer é a maioria. Quer dizer, essa saída é pirotécnica e, para mim, fruto do medo. Não renuncio de jeito nenhum", ressaltou Marun.

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