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O tempero baiano no rolo de Maia e Temer



Temer era o líder da organização criminosa do PMDB, acusa Janot - Foto: Nelson Almeida l AFP
Temer era o líder da organização criminosa do PMDB, acusa Janot


Justo no momento em que Temer recebe o segundo pacote de denúncias, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, levanta a voz e brada que não vai aceitar tomar ‘facada nas costas’ do PMDB, na disputa pelos nove deputados do PSB que mudaram de lado. E dia seguinte almoçou com os anti-Temer.
Coincidência? Qual nada. Estratégia. Maia não é apenas o presidente da Câmara que vai encaminhar o pedido de denúncia contra Temer. É também o sucessor direto do presidente, tem dupla força para acuar.
Daí podem resultar duas situações que o DEM julga vantajosas: na pior das hipóteses fica Temer, mas de cofres abertos para irrigar os aliados dos aliados pelo Brasil num ano eleitoral de dinheiro curto. Como vêm fazendo, ressalte-se, os baianos que com ele se alinham. E na melhor, Temer cai e Maia vira presidente, sonho de ACM Neto, que tem com Maia forte amizade pessoal.
É por isso que tem muito petista baiano na rua gritando Fora Temer, mas por vergonha de dizer que quer que ele fique.
Afinal, Neto engole Temer, mas não quer ônus, só bônus. E os petistas querem enfiar-lhes os ônus. O tiroteio vem daí.
No encalço — Conta o senador Otto Alencar (PSD) que Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, encontrou Ricardo Rodrigues (PSD), prefeito de Lapão, e comentou sobre o empréstimo de US$ 200 milhões do governo baiano que Temer autorizou e depois desautorizou:
— Se Temer liberar eu rompo com ele.
Baque imobiliário
O mercado imobiliário de Salvador sofre uma das piores crises da história. O número de lançamentos em 2011-2012 chegou a 70. Ano passado foram oito e este ano um.
O setor chia, com razão, de vários entraves.

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Você tem um doente na UTI. Ele tem fraturas, hemorragia interna e também uma cirrose. Você vai segurar a hemorragia ou a cirrose?

Raul Jungman, ministro da Defesa, sobre o Rio


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No Brasil virou lugar comum achincalhar as pessoas, sem dar direito sequer de resposta

Rui Costa,no discurso da posse de Jusmari Oliveira

Tamanho família
Antes do PMDB se reunir para decidir tentar tocar bem a vida no pós-malas, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, senhor do partido na Bahia ao lado de Geddel, sinalizou para os aliados que levassem o barco porque ele estava mais focado em problemas familiares.
Os tais problemas são problemões. Aliás, a pancada foi forte, tão surpreendente quanto violenta.
Efeito Jusmari
O PSB não ficou nem um pouco feliz com o desfecho do caso Jusmari Oliveira, que iria para o partido assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia, mas acabou ficando no PSD e indo para a de Desenvolvimento Urbano.
A articulação foi feita por Rui Costa. Que desmanchou sem dar satisfação. O partido soltou uma nota seca. Não passou recibo.
Marisol só
No bojo da disputa entre Salvador e Lauro de Freitas pela divisão territorial, o Condomínio Marisol, próximo à praia de Ipitanga, entrou na parada de novo.
O histórico: era Salvador, mas quem cobrava o IPTU era Lauro de Freitas. Três anos atrás, a partir de um TAC firmado com o Ministério Público, voltou para Salvador. Agora Moema quer de volta.
A jornalista Mônica Bichara, que mora lá, diz que Lauro de Freitas nada fazia e Salvador também nada faz. Aliás, o IPTU subiu até 400% e botaram uma linha de ônibus. Só.
POUCAS & BOAS
O Tribunal de Contas da Bahia sediará de quarta a sexta a 8ª edição do Encontro Técnico Educação Profissional dos Tribunais de Contas (Educontas). Eles vão trocar conhecimentos contábeis.
POLÍTICA COM VATAPÁ
Segurança e plateia
Eleito governador em 1946 como a antítese do período ditatorial de Getúlio Vargas, Octávio Mangabeira recebeu em seu gabinete o deputado Pedro Pomar, dirigente nacional do Partido Comunista Brasileiro, o velho Partidão, que estava na clandestinidade ainda purgando pela Intentona Comunista de 1935.
— Dr. Octávio, nós queremos fazer um comício lá no Terreiro de Jesus.
— Faça o comício, qual é o problema.
— O problema o senhor sabe, não é? A turma da direita pode quebrar o pau. Como o senhor é um democrata, viemos aqui lhe pedir segurança.
— Claro, amigo. É um dever nosso. O que o senhor achar necessário.
— Uns 200 homens...
E Octávio, abrindo o sorriso largo:
— Pomar, meu amigo, a segurança eu garanto, mas a plateia é com você!

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