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Gustavo Ferraz presta depoimento hoje e promete delatar Geddel

O advogado Pedro Machado de Almeida Castro pediu à 10ª Vara Federal de Brasília que Gustavo Ferraz, ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, seja ouvido em audiência de custódia. Nessa audiência, que vai acontecer nesta quarta-feira (20), o juiz analisa a legalidade, a necessidade da prisão e se houve violação de direitos do preso.

Logo que foi preso, o ex-diretor da Defesa Civil de Salvador admitiu em depoimento à Polícia Federal (PF) ter buscado dinheiro em espécie em São Paulo a mando do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e entregue por um emissário do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Fontes do BNews afirmam que Ferraz vai delatar Geddel.
Ferraz foi preso pela Polícia Federal junto com Geddel. Fragmentos de digitais dele foram encontrados em cédulas dos R$ 51 milhões apreendidos em Salvador. Numa estratégia de evitar mais exposição, o ex-ministro pediu para ser dispensado da audiência. O juiz aceitou. Foi na audiência de custódia da primeira prisão de Geddel, no início de julho, que foram registradas imagens do ex-ministro de cabelo raspado e aos prantos. Em relação a Ferraz, para surpresa de sua defesa, não houve definição sobre o assunto.
O caso agora está sob a responsabilidade do Supremo Tribunal federal (STF). 
Liberdade negada
O ministro do STJ Rogério Schietti recusou, na noite de terça-feira (19), o pedido de Gustavo Ferraz, o operador de Geddel Vieira Lima, para ser solto. Segundo o colunista Lauro Jardim, a defesa de Gustavo Ferraz alegou não haver provas de seu envolvimento, e afirmou só ter sido encontrada uma impressão digital parcial do dedo anelar em uma das sacolas de dinheiro. Para Schietti, há indícios suficientes para a prisão.
Operação Inimigo Oculto 
Deflagrada hoje pela Polícia Federal (PF), a Operação Inimigo Oculto tem o objetivo de desarticular um grupo de criminosos que causou quase R$ 1 milhão de prejuízos aos cofres da Caixa Econômica Federal. Conforme a PF, estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e 30 de condução coercitiva, além de buscas em 3 endereços residenciais. As ordens judiciais estão sendo cumpridas principalmente em Brasília e Entorno, mas também ocorrem ações no Pará e na Bahia.
A Justiça Federal também determinou o bloqueio da quantia aproximada de R$ 950 mil nas contas dos investigados. As três investigadas que são alvos dos mandados de prisão são ex-prestadoras de serviço da Caixa e teriam desviado os valores graças à concessão fraudulenta de 46 empréstimos pessoais, em sua maioria destinados a familiares e amigos. Os investigados serão indiciados por estelionato qualificado, falsificação de documento público, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal, a partir de agora, vai apurar se houve a participação de empregados da CEF nos crimes.

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