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Para 83% dos deputados, reforma da Previdência não será votada este ano


O governo faz planos para votar a reforma da Previdência em outubro. Mas, a julgar por uma pesquisa inédita feita entre os dias 15 e 23 pela consultoria Arko Advice com 199 deputados de 25 partidos, o risco de fracasso é gigantesco. Para 83%, a reforma não será votada neste ano. As informações foram divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
 
Ainda de acordo com a publicação, o pessimismo atingiu até mesmo o PMDB. Dos 24 deputados da legenda consultados, 16 não acreditam na aprovação. Os dois maiores obstáculos apontados pelos entrevistados foram a proximidade com as eleições de 2018 (49%) e a falta de apoio na base (35%).
 
Depois de conseguir barrar no Congresso a denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer, o governo colocou novamente a reforma da Previdência como prioridade e passou a apostar em ter a Proposta de Emenda à Constituição aprovada na Câmara até a primeira quinzena de outubro.
 
No entanto, ainda não houve novos movimentos por parte do Planalto. O governo sabe que, depois da denúncia contra o presidente pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, perdeu boa parte dos votos que já tinha arregimentado a favor da reforma --mesmo não tendo chegado aos 308 necessários.
 
Parlamentares da base aliada, em uma primeira contagem depois da denúncia, apontavam para algo em torno de 250 a 260 votos, o que eleva o esforço do governo a encontrar pelo menos mais 80 votos para ter uma margem de segurança na votação.

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