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Barroso afirma que fundo público de R$ 3,6 bi para campanhas é ‘desaforo’


Barroso afirma que fundo público de R$ 3,6 bi para campanhas é ‘desaforo’
Foto: Felipe Sampaio/ STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) classificou como um “desaforo com a sociedade” a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas eleitorais. Ele defendeu que o fundo tivesse um valor “palatável”, mas não “absurdo” como o previsto. “Neste momento brasileiro, eu penso que é um desaforo com a sociedade num momento de desemprego, de todas as dificuldades que a sociedade brasileira está vivendo. (...) No modelo ideal o financiamento tem que deixar de ser público. A sociedade brasileira tem que deixar de ser dependente do Estado, e a política tem que arrecadar o seus recursos na cidadania e no debate político. Mas eu acho que para a transição, um fundo no valor palatável, e não esse absurdo que tem, possa ser aceitável”, ponderou, em entrevista ao jornalista Gerson Camarotti, do G1 e da GloboNews. Barroso também defendeu a criação de “válvulas de segurança” como forma de garantir que, caso seja aprovado o distritão em 2018, seja implementado o voto distrital misto em 2022. “Acho que a gente tem que ter as válvulas de segurança necessárias para que o preço que se pague agora em termos de aceitar o distritão, por exemplo, não importe que depois se possa revogar o distrital misto ali na frente, que foi o que a gente ganhou. Eu, por exemplo, incluiria aí uma cláusula de estabilidade, como não admitir a mudança por duas outras eleições”, afirmou.

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