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Sem foro em 2019, Temer poderá ser investigado na primeira instância

 
O presidente Michel Temer (PMDB) não é investigado na Lava Jato a partir das delações da Odebrecht porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) argumenta que o peemedebista dispõe de "imunidade temporária" e não pode ter atos alheios a seu mandato vasculhados.
 
Segundo a colunista da Folha, Juliana Sofia, Rodrigo Janot manifestou-se em um recurso do PSOL, que pede a inclusão do presidente no roteiro da apuração policial. Janot pontuou que o exercício do cargo não constitui "causa extintiva de punibilidade" e, encerrado o mandato, "certamente serão adotadas as providências que se mostrem pertinentes".
 
"Não se há de interpretar o dispositivo em análise como cláusula de exclusão de responsabilidade do presidente, pois ele responderá por tais fatos perante a jurisdição competente ao término do mandato."
 
Ainda de acordo com a colunista, dois delatores da Odebrecht relatam a atuação do peemedebista em uma reunião no seu escritório de São Paulo em 2010, quando teria sido acordada propina para o PMDB. À Lava Jato, a empreiteira apresentou extratos dos pagamentos em paraísos fiscais. Os valores alcançam US$ 54 milhões.
 
Descartado o apadrinhamento, Temer será dissecado pela Lava Jato na primeira instância. Assim como Dilma, Lula e FHC.
 

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