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Papa Francisco diz sentir vergonha de 'mãe de todas as bombas'



O papa Francisco criticou neste sábado (6) a chamada "mãe de todas as bombas", o explosivo mais potente do arsenal não-nuclear dos Estados Unidos e lançada no Afeganistão em abril.
A declaração foi dada em um encontro com jovens no Vaticano, durante o qual o líder da Igreja Católica respondeu a perguntas sobre diversos assuntos, inclusive a guerra. Segundo o papa, a palavra "mãe" não deve ser usada em referência a uma arma mortal.
"Fiquei envergonhado pelo nome de uma bomba, a chamaram de 'mãe de todas as bombas'. Mas a mãe dá a vida, e essa dá a morte. Chamamos de mãe esse artefato, o que está acontecendo?", questionou.
Francisco vai se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 24 de maio, em um encontro potencialmente embaraçoso, considerando suas posições opostas sobre imigração, refugiados e mudanças climáticas.
OPERAÇÃO MILITAR — A Força Aérea dos EUA lançou uma bomba, oficialmente designada como Explosão Aérea Massiva (MOAB) GBU-43, em suspeitos do Estado Islâmico no leste do Afeganistão em abril. O apelido foi amplamente utilizado em notícias sobre o ataque.
Esta foi a primeira vez que o armamento foi usado em combate. O artefato, projetado pela Força Aérea dos EUA em 2002, pesa mais de dez toneladas, com 8.164 quilos de explosivos.
Na Casa Branca, Trump elogiou a operação, que classificou como "uma missão muito exitosa". "Temos os melhores militares do mundo, e eles voltaram a fazer o seu trabalho, como é de costume", afirmou o presidente.
O general John Nicholson, chefe das forças americanas no Afeganistão, disse que a bomba é "munição adequada para reduzir os obstáculos e manter o impulso da ofensiva contra as forças do EI".
O EI, que domina vastas áreas do território da Síria e do Iraque, começou mais recentemente a se expandir no Afeganistão, onde conseguiu atrair seguidores do grupo radical islâmico Taleban na região, assim como islamistas de origem uzbeque.
Militares da Otan (aliança militar ocidental) estimam que no início de 2016 o EI treinava cerca de 3.000 combatentes no Afeganistão, embora esse número atualmente deva ter no país de 600 a 800 homens armados.

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