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Corregedor do TSE diz que há pequenos partidos que 'são quase banca de negócios'

Corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Herman Benjamin afirmou nesta quarta-feira (9), em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, que há pequenos partidos no Brasil que “são quase uma banca de negócios”. O magistrado também ressaltou aos deputados federais que, na avaliação dele, o país vive atualmente uma das mais graves crises partidárias de sua história.
Relator no TSE da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o ministro foi convidado a palestrar na comissão criada na Câmara para discutir propostas de reforma política. A ex-ministra da Corte eleitoral Luciana Lóssio - que deixou o TSE no último dia 5 - também foi ouvida pelos integrantes do colegiado que apresentará propostas de mudanças nas regras políticas e eleitorais.
Ao abrir seu discurso, Herman Benjamin ressaltou aos parlamentares que, na opinião dele, todos concordariam que o Brasil vive uma “profunda crise partidária”. Na sequência, o magistrado afirmou que precisava fazer uma diferenciação em relação às legendas partidárias.
Para o ministro, há duas categorias de “pequenos partidos” no cenário político brasileiro. Uma seria os partidos ideológicos. A outra dessas categorias, segundo ele, seria formada por pequenas siglas que “são tudo, menos partidos”. Ele não mencionou quais partidos, na avaliação dele, estariam enquadrados neste rol.
Herman Benjamin citou legendas que são “aglomerações familiares” e a prova disso, para o ministro, é a “composição da liderança nacional”. Além disso, observou ele, há partidos que são “quase uma banca de negócios”.
“Acho que todos nós concordamos que o Brasil vive uma profunda crise partidária. [...] Essa crise partidária é uma das mais graves que já enfrentamos no nosso país”, analisou o corregedor do TSE.
“Existem pequenos partidos que são genuínos partidos, e existem pequenos partidos que são tudo, menos partidos. Podem ser aglomerações familiares, alguns são. Olhem a composição da liderança nacional. Outros são quase que uma banca de negócios”, complementou.
Por outro lado, destacou o ministro do TSE, não é possível generalizar as desvirtuações de princípios que ocorrem em algumas siglas. Para ele, apesar de uma parte das chamadas legendas nanicas atuarem em prol de interesses privados, há um conjunto de pequenos partidos que ainda são movidos por causas ideológicas.

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